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quinta-feira , 15 novembro 2018
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Mitos e verdades sobre gasto de energia elétrica dentro de casa
Foto: Tatiana Lapina (Unsplash)

Mitos e verdades sobre gasto de energia elétrica dentro de casa

A descoberta da energia elétrica e sua utilização a partir do século 19 fez eclodir a Segunda Revolução Industrial e revolucionou o mundo moderno. Hoje, é impensável viver em uma sociedade que não dependa deste tipo de energia.

O problema é que, cada vez mais, somos dependentes da energia elétrica para o nosso dia a dia. Basta olharmos em volta para percebermos o quanto ela está presente: do micro-ondas para esquentar o leite de manhã até a bateria do celular que precisa ser carregado diariamente.

Em 2017, o consumo de energia elétrica no Brasil foi de quase 464 GWh (giga-watt hora), nível semelhante ao de 2015, antes da crise econômica (o que ajuda a frear a demanda energética), de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Contudo, se ainda não é possível diminuir essa dependência da energia elétrica, é possível promover um consumo consciente ao identificar os aparelhos que consomem mais e adotar hábitos que promovam uma redução na conta do fim do mês.

Confira alguns mitos e verdades que cercam os aparelhos eletrodomésticos e quais medidas você pode adotar em sua casa:

A voltagem interfere no gasto de energia elétrica da casa
Mito. A diferença no consumo dos aparelhos de 220 volts para os de 110 volts é mínima e praticamente não interfere na conta do fim do mês – ainda que os equipamentos 220 costumam ter uma vida útil maior. A única preocupação na diferença da voltagem na casa é o cuidado de não ligar um produto 110V em uma tomada de 220V. Esse descuido pode queimar o aparelho e até trazer consequências mais graves.

O ferro de passar é um dos vilões da conta de eletricidade
Verdade. Não se engane com o tamanho e a aparência discreta do ferro de passar roupa. Ele é o segundo aparelho doméstico que mais consome energia, atrás apenas do chuveiro e à frente da geladeira e ar-condicionado, por exemplo. O maior gasto do ferro está justamente no aquecimento que ele precisa ter ao ser ligado na tomada. Portanto, uma forma de economizar é tentar passar o máximo de roupas de uma só vez para não liga-lo com frequência.

Colocar garrafa com água no relógio reduz o consumo
Mito. Quem já visitou cidades no interior do Brasil certamente já viu garrafas de água em cima dos relógios medidores de energia elétrica. A crença é que essa iniciativa reduz o consumo de energia, mas não passa de um mito.
A história não passa de lenda urbana que foi espalhada pelo país. Não há nenhum estudo científico que comprove que a utilização de garrafas com água possa interferir no aparelho que mede o consumo de eletricidade.

Lâmpadas de LED reduzem o consumo de energia
Verdade. Se há uma categoria de produtos que evoluiu bastante em busca de um consumo mais consciente é o das lâmpadas. Os produtos de LED consomem até 10 vezes menos do que as incandescentes, utilizadas até o século passado. Elas também derrubam outra lenda, que relaciona à lâmpada incandescente a uma melhor iluminação do ambiente. Na verdade, é o contrário. As lâmpadas fluorescentes e de LED têm a capacidade de iluminar melhor os cômodos com a luz branca.

O local do ar condicionado não interfere no consumo de energia
Mito. É preciso planejar muito bem o local de instalação do ar-condicionado porque uma escolha errada pode acarretar em um consumo elevado de energia elétrica. Lembre-se que o ar precisa circular em todo o ambiente. Dessa forma, a recomendação é instalar o aparelho em locais elevados da parede, normalmente próximo ao teto. Isso facilita a refrigeração do ar quente e evita também a incidência dos raios do sol, o que compromete seu funcionamento.

Abrir a geladeira várias vezes consome mais energia
Verdade. Mas diferentemente do que muitos pensam, não é o ato de abrir a geladeira que gasta energia elétrica, mas sim o tempo em que ela fica aberta. O contato do ar frio com o ar mais quente do ambiente exige um consumo maior do aparelho. A cada vez que isso acontece, gasta-se mais energia para que resfriar a geladeira na sequência. Dessa forma, o recomendável é deixar a porta aberta o mínimo possível para garantir uma economia maior no fim do mês.

Aparelhos em stand-by consomem energia e encarecem a conta
Verdade, mas em partes. Equipamentos que estejam desligados, mas com o fio plugado na tomada (o famoso stand-by) seguem consumindo um pouco de energia – o suficiente para deixá-los em estado de espera. Contudo, essa prática não chega a ser um vilão no consumo doméstico. Além do gasto ser mínimo, os produtos eletrônicos estão cada vez mais inteligentes e conseguem identificar quando devem, ou não, puxar energia elétrica. Atenção: por mais que o gasto individual seja ínfimo, quando multiplicamos o valor por milhões de pessoas em uma cidade ou país, o desperdício é muito elevado para a comunidade.

Identifique alternativas
Como vimos, a energia elétrica faz parte do nosso dia a dia e reduzir seu consumo pode não ser tão fácil quanto parece. A pessoa precisa estudar, pesquisar e, principalmente, encontrar alternativas para a demanda energética de sua residência.

Investir em novas fontes de energia, buscar equipamentos certificados e até buscar geradores de energia para situações específicas, como festas e eventos, são medidas recomendadas para quem deseja gastar menos eletricidade.

Via AI

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