Empresa de São Paulo é a única do continente americano com filamento sustentável

imagem divulgação

Da garagem de casa para a indústria. No compasso da inovação, uma única ideia virou uma empresa. Esse é o escopo da PrintGreen3D, empresa de produção de filamentos – matéria-prima para impressoras 3D. Cansado de ver plásticos e mais plásticos serem jogados fora sem um destino correto, sustentável, o fundador da empresa, William Toledo Lima, de 35 anos, quis inovar no descarte. Fundou o projeto ‘ImprimeAí’ e hoje, entre o México e o Chile, é a única empresa que produz filamento sustentável, que é reaproveitado por eles próprios dentro da cadeia de produção.

Como o próprio William diz, eles conseguiram fechar o ciclo de produção de maneira sustentável. Conseguem tanto aproveitar as impressões que deram errado como inserir o material novamente no processo de impressão. Tudo isso só foi possível graças às soluções inovadoras apresentadas pelo Edital de Inovação para a Indústria – uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Social da Indústria (SESI).

William teve fomento, estímulo e suporte técnico, além da infraestrutura da rede de 26 Institutos SENAI de Inovação e dos 58 Institutos SENAI de Tecnologia. Segundo o empresário, não haveria o mesmo resultado sem a incorporação de novas tecnologias e soluções inovadoras.
“Sim, foi a inovação. É algo que ninguém está fazendo, só a gente. Pesquisamos e do México até o Chile, continente americano, só a gente e uma ONG na Califórnia. Basicamente é por conta da inovação”, resume.

Os Institutos SENAI de Inovação são um movimento para estimular a adoção de estratégias inovadoras pelas empresas brasileiras e a ampliar a interlocução entre a indústria e o setor público para tornar mais efetivas as políticas de apoio à inovação (http://institutos.senai.br/rede/historia/).

Em São Paulo, o instituto voltado para Manufatura Avançada e Microfabricação desenvolve inovação para a fabricação de microcomponentes. A intenção do setor produtivo é ofertar cada vez mais opções de inovação para a indústria, como mostra o estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Proposta para as Eleições 2018.

Investimento em inovação

De acordo com o material, o país precisa avançar nas políticas públicas nesse sentido para ocupar um locus tecnológico relevante e condizente com sua posição na economia mundial. Hoje, o Brasil tem mantido níveis de investimento em P&D da ordem de 1,2% do PIB, o que o coloca em uma posição muito inferior, se comparado a países que são referência em inovação, como Coréia, Japão, Alemanha, Estados Unidos, França, China e Reino Unido. Para o gerente de Inovação e Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de São Paulo, Osvaldo Maia, inovação está correlacionada com mais produtividade e competitividade.

“Aqui é 90% inovação de produto, e o que isso traz de benefício direto pra empresa, é colocar produto de vanguarda com tecnologia inovadora no mercado. Obviamente, que o reflexo disso… O melhor marketing é da empresa em relação ao mercado como um todo, ele está levando a participação, a tecnologia embutida em um novo produto é maior. Ele consequentemente terá uma fatia de mercado mais interessante em São Paulo”, pondera.

Via Agência Rádio Mais

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