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sexta-feira , 24 maio 2019
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Digitalização da economia incorpora tecnologias digitais no cotidiano
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Digitalização da economia incorpora tecnologias digitais no cotidiano

O Brasil entra na fase da quarta revolução industrial, onde as tecnologias ganham maior integração e há uma fusão entre os mundos físico e virtual, criando sistemas chamados de ‘ciberfísicos’. Esses sistemas são compostos por elementos computacionais que controlam as máquinas. Entra em cena a digitalização da economia.

O gerente-executivo de Política Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), João Emílio Gonçalves, explica que a digitalização da economia é a incorporação de tecnologias digitais nas diversas atividades do dia a dia, como, por exemplo, o uso de aplicativos para marcar consultas ou realizar operações bancárias; carros autônomos; controle de máquinas e produtos por meio de sensores; ou qualquer outra tecnologia que otimize a realização de uma atividade, reduzindo gastos financeiros e de tempo.

“Essas várias aplicações de tecnologias digitais, sensores, softwares, máquinas e equipamentos nas diversas áreas do cotidiano das pessoas, são o que a gente chama de digitalização da economia”, destaca João Emílio Gonçalves.

Na indústria, o termo faz referência a todo o procedimento de informatização do processo de produção, durante todas as etapas, desde o início da criação até o seu consumo. Segundo o professor do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em inovação, tecnologia e recursos Antônio Isidro a digitalização traz mais possibilidades para personalização de produtos e serviços, de tornar o processo produtivo mais eficiente, aumentando a velocidade da produção, a produtividade e a competitividade no setor industrial.

“As empresas vão ter que se transformar, porque as pessoas estão cada vez mais interessadas em fazer elas próprias, é o movimento ‘faça você mesmo’. Você criar os seus produtos e serviços de acordo com suas preferências. Essa é a tendência do consumo no século XXI”, ressalta.

Uma série de propostas para o Brasil alcançar a Indústria 4.0 foram identificadas a partir do estudo Indústria 4.0 e Digitalização da Economia, realizado pela CNI, que faz parte do documento Propostas da Indústria para as Eleições, e encaminhadas aos candidatos à Presidência da República, em junho de 2018. Entre elas, estão medidas de apoio à modernização industrial e aplicação de tecnologias digitais, disponibilização de mecanismos específicos para promover o desenvolvimento tecnológico, ampliar e melhorar a infraestrutura de telecomunicação e desenvolver estratégias para a formação e qualificação profissional.

Indústria 4.0

A Indústria 4.0 traz novas tecnologias para o setor industrial. Internet das coisas, robótica avançada, impressão 3D, big data, computação em nuvem, inteligência artificial e sistemas de simulação virtual são as principais delas. A combinação entre as tecnologias abre um leque de possibilidades, novos negócios e soluções.

De acordo com levantamento da CNI, o percentual de indústrias do país que utilizam pelo menos uma tecnologia digital passou de 63%, em 2016, para 73%, em 2018, mas quase 30% das empresas ainda não utilizam nenhuma dessas ferramentas.

Para se adequar à nova revolução tecnológica, as indústrias contam com a plataforma SENAI 4.0. Lançado em março de 2018, o site permite aos empresários fazer o diagnóstico online do estágio tecnológico de suas empresas. A avaliação servirá de base para elaboração de um plano individualizado de inserção na indústria 4.0.

Via Agência Rádio Mais

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