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Indústria de reciclagem de pneus pede redução da carga tributária
imagem divulgação

Indústria de reciclagem de pneus pede redução da carga tributária

Representantes da indústria de reciclagem de pneus reclamaram nesta terça-feira (11) dos altos custos e do peso dos impostos que incidem no sistema de coleta e reaproveitamento de pneus. A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados promoveu audiência pública para debater a situação das empresas.

“A carga tributária hoje gira em torno de 27%. Esses 27% são colocados no preço final do produto, o que acaba onerando. O produto final fica mais caro do que se o empresário fosse comprar, por exemplo, o polímero, que é importado, sendo que ele poderia estar utilizando um material reciclado e resolvendo o problema do passivo ambiental”, disse Joel Custódio, diretor-administrativo da Strasse Reciclagem de Pneus, empresa localizada na região metropolitana de Curitiba (PR).

Já o gerente-geral da Racri Indústria de Reciclagem, Marcelo Rezende, disse que a extensão territorial do País dificulta a coleta dos pneus. “Às vezes, para você conseguir colocar 15 toneladas em um caminhão, você precisa rodar mil quilômetros, o que é muito oneroso para a indústria de reciclagem”, afirmou. A empresa de Rezende atua na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Desde 2009, uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece que, para cada pneu vendido ao consumidor, é preciso reciclar aquele que não pode mais ser usado, que é chamado de “inservível”.

Atualmente, 60% dos pneus que são coletados substituem o carvão como combustível na indústria de cimento. Os 40% que são reciclados se transformam em produtos como pisos de quadras esportivas e solas de sapato. O pó de pneu também pode ser adicionado ao asfalto e dá mais flexibilidade ao recapeamento de estradas. No entanto, com as dificuldades econômicas do setor, cinco empresas já fecharam as portas desde 2015.

Crise

Para o deputado Carlos Gomes (PRB-RS), que propôs a audiência pública, a situação é mais grave porque 55% dos pneus que não servem mais ficam com o consumidor e não chegam à indústria de reciclagem. Ele lamentou que os problemas tenham afetado tão drasticamente o setor.

“Ainda não conseguiu se reestruturar e mostrar todo o seu potencial no nosso país: econômico, social, na geração de empregos”, afirmou.

No final da audiência, o deputado pediu aos representantes da indústria de reciclagem que enviem propostas de mudanças na tributação do setor. Elas serão repassadas ao Ministério da Indústria e Comércio e ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O parlamentar disse que vai fazer o mesmo pedido a outros setores que trabalham com reciclagem, como o de construção e demolição.

Via Agência Câmara

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