quinta-feira , 27 abril 2017
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Maratona tecnológica da ONU no Rio seleciona projeto para reduzir desigualdades
imagem divulgação

Maratona tecnológica da ONU no Rio seleciona projeto para reduzir desigualdades

Mais de mil empreendedores, desenvolvedores e designers reuniram-se no último fim de semana em nove cidades do mundo, entre elas Rio de Janeiro, para participar da maratona tecnológica Hackaton Global, promovida pelas Nações Unidas.

Organizado pela UNInfluxtrust, comunidade global cujo objetivo é melhorar o engajamento entre a ONU e a sociedade civil por meio da tecnologia, e pela campanha SDG Action Campaign, o evento tinha como meta criar ferramentas tecnológicas que ajudem a atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas com atores do mercado digital e empreendedores.

Além do Rio, a maratona ocorreu em Manama, Bali, Chandigarh, Genebra, Lagos, Lisboa, Londres e Nova Iorque, discutindo soluções para três ODS. O objetivo trabalhado no Rio e em Londres foi o #ODS10 — redução de desigualdades. Assim, as quatro equipes que disputaram a etapa brasileira tiveram que apresentar uma proposta de aplicativo ou plataforma digital que se destinasse a cumprir esse propósito.

Para tal, foram convidadas quatro casas colaborativas da cidade, que ficaram responsáveis pela montagem das equipes. Um dos desafios propostos foi a criação de equipes diversificadas com atores que pertencessem a diferentes contextos, contribuindo para que o evento fosse participativo e inclusivo, e ao mesmo tempo dentro do perfil técnico exigido aos participantes.

Os parceiros locais para a realização da etapa no Brasil, as organizações AbeLLHa e COORTE, trabalharam como produtores para que o evento tivesse forte apelo criativo e inovador.

Para tanto, o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável – Centro RIO+ teve papel de apoiador das Nações Unidas para intermediação de contatos com movimentos sociais, aconselhamento e soma de expertise na temática do desenvolvimento sustentável durante a competição.

A vice-diretora do Centro RIO+, Layla Saad, foi uma das juradas responsáveis por avaliar o impacto social das medidas propostas pelos participantes. “Os problemas de desigualdades causam influência direta no desenvolvimento de uma nação e tratar desses problemas diretamente com a sociedade civil, nesse núcleo de efervescência empresarial que vimos aqui hoje, faz parte do mandato do Centro RIO+ e nos proporciona, claramente, reflexos positivos na discussão da Agenda 2030, que é uma agenda de todos”.

A proposta vencedora, do grupo Jardim Digital, apresentou o design de uma plataforma com objetivo de auxiliar na desburocratização para integração cultural e econômica de refugiados.

Gustavo Junqueira, idealizador do projeto, afirmou que o grupo conseguiu “de forma colaborativa e criativa o engajamento de pessoas de diferentes backgrounds em torno de um objetivo único, a redução das desigualdades”. “Foi um grande desafio trabalhar com um problema global, mas estamos todos muito satisfeitos com o resultado”, declarou.

Com o objetivo de estimular o conhecimento e o debate sobre a Agenda 2030, o Hackathon Global almeja a concepção e a geração de uma série de empreendimentos sociais, com replicabilidade global, versando sobre a temática dos 17 ODS.

Segundo, Ana Júlia Ghirello, fundadora do ecossistema de apoio ao empreendedorismo social e colaborativo AbeLLha e uma das mentoras das equipes participantes do evento. “Ideatons ou Hackatons são muito mais poderosos do que somente as ideias que surgem no dia. Esses eventos têm papel fundamental na reflexão sobre o problema, seu impacto social e transformação disso em um negócio”, declarou

Na próxima fase de competição, a proposta brasileira concorrerá com a proposta britânica, ambas sobre o ODS10 – redução das desigualdades. A vencedora será convidada a apresentar o projeto no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação, em Nova York entre os dias 15 e 17 de maio.

Via ONU

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