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quarta-feira , 15 agosto 2018
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Felipe Calderón: o custo humano das mudanças climáticas
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Felipe Calderón: o custo humano das mudanças climáticas

Um artigo da Newsweek assinado por Felipe Calderón, ex-presidente do México e presidente honorário da Global Commission on the Economy and Climate (Comissão Global de Economia e Clima), destaca que cada vez mais as mudanças climáticas afetam a vida das pessoas com eventos como a escassez de água e a quebra de safras, sem falar nos desastres naturais. A tendência é que o número de cidadãos de todo o mundo vítimas de eventos climáticos aumente drasticamente e se nenhuma ação for tomada, as previsões indicam que haverá mais de 140 milhões de migrantes do clima em seus países até 2050. Mais da metade dessas pessoas devem estar na África Subsaariana.

Os desastres naturais afetam desproporcionalmente os pobres, diz o texto de Calderón, porque obviamente eles não dispõem dos recursos para enfrentar os perigos, e seus meios de subsistência muitas vezes dependem de ecossistemas cada vez mais ameaçados. Não é necessário que haja eventos climáticos extremos individuais que obriguem as pessoas a acumular suas vidas e meios de subsistência. Muitos serão forçados a se mudar devido a impactos climáticos, como mudanças de início lentas na disponibilidade de água, nas condições das safras e no aumento do nível do mar. Não há objeções ao fato de que, a menos que tomemos medidas urgentes para garantir a resiliência climática a todos, os mais vulneráveis ​​do mundo serão os mais atingidos, desacelerando ainda mais seus esforços para sair da pobreza.

O texto diz que se agirmos agora, poderemos reduzir o número de pessoas forçadas a mudar devido à mudança climática em até 80%. Considerar a migração climática como um fator no planejamento do desenvolvimento pode definir os países em um caminho forte para mitigar ou adaptar-se aos riscos climáticos e reduzir a pobreza. Calderón cita o exemplo do Plano de Crescimento e Transformação da Etiópia e a estratégia de Economia Verde Resiliente às Alterações Climáticas, que estabeleceram metas para mudar os empregos do setor agrícola para os setores de serviços e indústria, tornando os meios de subsistência menos dependentes do clima.

O artigo do ex-presidente mexicano pode ser lido na íntegra (em inglês) AQUI.

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