domingo , 28 maio 2017
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55% das pessoas estão dispostas a serem atendidas por robôs no lugar de médicos
imagem divulgação

55% das pessoas estão dispostas a serem atendidas por robôs no lugar de médicos

O uso crescente de inteligência artificial e da robótica na medicina está mudando o panorama global dos serviços de saúde e o papel dos médicos. Um estudo da PwC lançado mundialmente nesta terça-feira mostrou que a maior parte dos entrevistados está disposta a receber cuidados de robôs na área da saúde, que podem ir de diagnósticos de doenças até cirurgias de pequeno porte.

O estudo “What doctor? Why AI and robotics Will define New Health” foi baseado em entrevistas com cerca de 11 mil pessoas de 12 países da Europa, África e Oriente Médio. Mais da metade dos participantes (55%) declararam estar dispostos a serem atendidas por robôs com inteligência artificial, capazes de responder dúvidas sobre saúde, realizar testes, diagnosticar doenças e recomendar tratamentos.

A pesquisa concluiu que as pessoas se mostraram mais propensas a experimentar os cuidados de robôs se isso significa que terão acesso a diagnósticos mais rápidos e precisos e a melhores tratamentos de saúde. O “toque humano” continua sendo um componente crucial para os cuidados de saúde, mas a maior aceitação do uso de robôs indica um crescimento de confiança na tecnologia.

Países emergentes mostraram-se mais abertos à substituição de cuidados humanos por robôs do que aqueles com economia desenvolvida. Enquanto 94% dos entrevistados na Nigéria e 85% na Turquia declararam estar propensos ao uso de robôs e inteligência artificial nos cuidados com a saúde, no Reino Unido somente 39% dos entrevistados mostraram a mesma inclinação e na Alemanha, apenas 41%.

De acordo com a pesquisa, cerca de 50% dos entrevistados em todo o mundo se mostraram inclinados a se submeter a uma cirurgia realizada por um robô em vez de um médico. Essa inclinação mostrou-se mais forte na Nigéria, Turquia e África do Sul, onde 73%, 66% e 62% dos entrevistados, respectivamente, se disseram mais propensos a realizar uma cirurgia de pequeno porte feita por robôs, enquanto no Reino Unido somente 36% das pessoas declararam que fariam esta cirurgia, o menor percentual entre os 12 países pesquisados.

Mesmo no caso de cirurgias mais complexas, verificou-se que boa parte dos participantes do estudo estariam dispostos a se submeter a procedimentos comandados por robôs: 69% dos entrevistados na Nigéria, 40% na Holanda e 27% no Reino Unido.

Entre as motivações que levariam as pessoas a confiar os cuidados com a saúde à inteligência artificial, foram citadas principalmente a chance de obter um acesso mais rápido e fácil a serviços de saúde (36%) e a velocidade e exatidão de diagnósticos (33%). Falta de confiança na capacidade de tomar decisão dos robôs (47%) e falta de contato humano (41%) foram as principais razões citadas por quem não está disposto a se submeter a tratamentos comandados por robôs.

“Assim como acontece em outras áreas, as pessoas estão cada vez mais abertas ao uso da tecnologia, e não será diferente no setor de saúde. O emprego de robôs e inteligência artificial pode ajudar a tornar tratamentos e diagnósticos mais acessíveis e eficazes, sobretudo em países ainda carentes de um sistema de saúde bem estruturado”, avalia Eliane Kihara, sócia da PwC Brasil e líder de Health Services.

Via AI

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